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AÇAILÂNDIA – Com o tema “Prevenir é o melhor remédio”, alunos do curso de Aprendizagem Profissional Comercial em Serviços de Supermercados e Serviços Administrativos participaram de uma palestra sobre como diagnosticar e tratar o câncer de mama. O assunto foi ministrado pela enfermeira especialista em primeiros socorros e saúde pública, Leidiany Carvalho, que compartilhou seu conhecimento e experiência prática no intuito de orientar sobre os cuidados necessários para a prevenção de neoplasma maligno.

Na ocasião, Neuda Vale, diagnosticada com câncer aos 38 anos, deu seu depoimento como forma de alertar os presentes sobre a importância do autoexame e de um acompanhamento médico. “Em 2014, enquanto fazia o autoexame, encontrei um nódulo no seio direito. Na época, procurei um mastologista e depois de vários exames, incluindo uma biópsia, foi constatado o câncer. Ao receber uma notícia dessa a gente pensa logo: ‘vou morrer’, mas no meio de tantas incertezas eu sabia que tinha uma filha linda que dependia muito de mim, então coloquei tudo nas mãos de Deus e acreditei que tudo iria dar certo”, declarou. “Passei pelo processo de cirurgia para remoção do nódulo e 10 linfonodos, dos quais quatro já estavam comprometidos. Depois passei para o tratamento com quimioterapia e radioterapia. Confesso que foram os momentos mais difíceis que já passei na vida, perdi meus cabelos, mas eu nunca desanimei. Em 2016 finalizei o tratamento e desde então faço acompanhamento com oncologista a cada três meses. Estou curada e agradeço a Deus, minha família e a todos os meus amigos que sempre estiveram do meu lado me fortalecendo nessa luta. Esse apoio é muito importante para a recuperação do paciente”, completou.  

O momento também serviu para desmistificar a doença e trazer informações que não são tão disseminadas. “Hoje tivemos uma palestra bem interessante. O câncer de mama afeta 1% dos homens dentro da estatística da doença, e isso é desconhecido por muitos. Pude aprender mais sobre esta doença e serviu também para abrir mais nossas mentes, pois nos tirou dúvidas e nos deu uma visão da importância do assunto, trazendo informações e formas de prevenções”, contou o aluno de Aprendizagem em Serviços de Supermercados, Renato Anchieta. “Aprendi que preciso conhecer meu corpo e que assim será mais fácil detectar alguma anormalidade. Descobri também que devo ficar atenta a sinais como manchas avermelhadas, alterações nas mamas, entre outros sintomas que eu não conhecia. Foi a primeira vez que tudo ficou bem claro para mim com relação a essa doença que é muito grave”, afirmou a aluna de Aprendizagem em Serviços Administrativos, Raimunda da Silva.

Segundo a instrutora Márcia Castelo Branco, a ideia de organizar o evento surgiu a partir da importância de passar para os alunos que o “Outubro Rosa” não se resume apenas a uma campanha ou propaganda sobre saúde pública, mas trata-se também de um assunto muito sério que afeta tanto mulheres como homens. “Abordar esse tema é poder aprofundar um assunto que muitas vezes é evitado por nossos pais, por nós mesmos, pois ainda existe um preconceito, um medo de falar sobre a doença. A intenção é discutir o tema de maneira informativa e bem próxima da realidade, por isso a ideia de apresentar aos aprendizes um depoimento de alguém que passou pelo problema e como foi possível vencê-lo. Essa foi uma das propostas na palestra, que cada um se comprometesse em passar adiante o que foi aprendido e assim criar uma corrente pela vida”, disse.

O evento, que foi voltado especialmente para o esclarecimento sobre a doença para o público presente, esclareceu dúvidas e serviu também como forma de alerta. “Um a cada três cânceres de mama, se descoberto em fase inicial, pode ser curado. O câncer de mama, não tem um único fator de risco, envolve diversos fatores, desde riscos ambientais, hormonais e genéticos. Uma das formas de rastreio é o conhecimento do próprio corpo. A pessoa precisa se palpar, precisa visualizar seu corpo. O tratamento e reconstituição da mama é um direito de todos os cidadãos, garantido na lei pelo Sistema único de Saúde. No entanto, a conscientização da população à informação e a prevenção são de fundamental importância”, alerta a enfermeira e palestrante, Leidiany Carvalho.